Todas as dicas ou dúvidas que você tiver sobre fotografia você encontrara aqui.
sábado, 19 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Vida de Fotógrafo
Com frequência recebo e-mails de pessoas que desejam ter a fotografia como profissão, são jovens decidindo como irão iniciar uma carreira e também pessoas com longas histórias em outras atividades como engenharia, publicidade ou medicina, querendo jogar tudo para o alto e abraçar a apaixonante atividade da fotografia. O texto que coloco abaixo contém tudo o que costumo responder para essas pessoas.
Sobre ser fotógrafo e ser bem sucedido na profissão, pois ser é uma coisa, ganhar dinheiro é outra, existem dois pontos fundamentais, o primeiro é estudar fotografia, o segundo aprender marketing. Sem estudar fotografia você não terá como vender nada, sem saber vender não adianta ser um grande fotógrafo.
Sem estudo nestes dois campos não há caminho a ser percorrido e não haverá dinheiro, que é o objetivo de qualquer trabalho dentro do sistema capitalista.
Neste ponto em geral muitos pensam, o quanto devo estudar antes de me oferecer ao mercado? Devo comprar a câmera, fazer uns dois cursos e já sair vendendo meu trabalho? Afinal, com quantos cursos afinal se faz um fotógrafo profissional?
Imaginemos outra profissão: médico. Se você resolver ser médico terá que entrar numa faculdade, estudar todos os dias durante cinco anos ou mais, aproximadamente quatro horas diárias para ao final desse período ser um iniciante na profissão.
Não devemos crer que seja diferente com a fotografia, não há milagre que substitua tempo e estudo. Não existe caminho mais curto ou atalho. A evolução é proporcional ao esforço empregado, então se você treinar e estudar cerca de quatro horas por dia, seja na sala de uma faculdade ou por conta própria, em quatro ou cinco anos será um apenas iniciante dando os primeiros passos no mercado.
Mas hoje ninguém quer esperar tanto, imagine estudar, treinar e se preparar por tanto tempo apenas para ser fotógrafo, e ainda por cima iniciante. O que muitos fazem é comprar uma câmera, estudar uns dois ou três guias na internet, ingressar em um curso ou dois e sair dizendo que é profissional.
Infelizmente não funciona e o que espera a pessoa que pensar assim é a falência. Se quer um tempo mais curto para entrar de forma correta e bem estruturada no mercado, deverá estudar e treinar mais do que quatro horas diárias.
Já fui questionado se há um segredo para fazer boas fotos, ter clientes e ganhar dinheiro com fotografia e a melhor resposta que posso dar é que pelo menos no meu caso são cerca de quinze anos de dedicação, trabalhando e estudando uma média de oito a doze horas diárias, sem férias, décimo terceiro salário ou algo assim. Fiz uns vinte cursos dos mais variados assuntos fotográficos, além de ir a cinemas constantemente para ver como grandes cineastas lidam com a estética de seus filmes, a exposições para estudar a luz e a composição dos grandes mestres da pintura e assim por diante.
A cada vez que vou ao cinema parte do meu cérebro está em busca de entretenimento mas a outra parte está estudando luz, enquadramento, direção etc. O mesmo quando observo as páginas de uma revista ou quando visito o site de um grande fotógrafo. Até quando vou a um restaurante jantar com minha esposa fico olhando o prato que nos é servido e pensando numa forma interessante de iluminar aquela comida.
Muitos que querem entrar para o mercado da fotografia mencionam o fato desta ser uma atividade apaixonante, e de fato é, assim como a música, o teatro, a pintura e todas as formas de arte. Mas ninguém nunca poderá perder de vista que a partir do momento em que a fotografia vira profissão, todas as decisões devem ser racionais e nunca apaixonadas. Gostar do que faz é uma coisa, entender que é um negócio como qualquer outro e que precisa pagar suas contas é diferente.
Não quero desanimar ninguém, apenas penso em abrir os olhos dos iniciantes para uma realidade que é igual em qualquer profissão, do dia em que para você a fotografia for trabalho, ela será menos atraente pois incluirá a pressão de pagar contas, responder a clientes, cumprir com prazos curtíssimos, brigar por orçamentos dignos etc.
Assim é a vida de um fotógrafo, muito trabalho, estudo, treino, dedicação, e um retorno financeiro que em geral não é proporcional ao esforço empregado, mas acredite, isso é assim em qualquer profissão.
Por fim há algo que gosto de mencionar sobre a parte que muitos acham chata na fotografia: o estudo da técnica. Muitos querem se desenvolver mais no lado criativo e não tem muita paciência para a parte matemática, a compreensão profunda da luz, dos contrastes, a fotometria, a harmonia de cores. Para essas pessoas, que não querem aprender muito sobre a técnica, digo que o profissional deve ter a consciência de que se tiver muita criatividade, mas nenhuma técnica, não conseguirá executar trabalho algum por outro lado se tiver muita técnica e nenhuma criatividade, será um medíocre, mas capaz de executar grande parte dos trabalhos que pedem.
Não estou incentivando ninguém a desprezar a criatividade, muito pelo contrário, mas em termos de mercado, muitas vezes o profissional técnico e pouco criativo consegue muito mais sucesso e retorno financeiro que o criativo, até talentoso, mas preguiçoso. Ser criativo não adianta nada se não consegue fazer o que o cliente pede.
Assim estude técnica e entenda que saber tudo sobre técnica é um pré suposto e nunca um diferencial do fotógrafo, quem não sabe tudo da técnica não é fotógrafo e a maioria daqueles que se dizem profissionais em nosso mercado não sabem o que devem.
Não sei se é isso que um iniciante quer ouvir, ou melhor, quer ler mas é o que digo a quem está querendo iniciar.
E para saber vender as fotos? Bom, este é um longo assunto, mas parte dele já tratei neste meu artigo aqui no Fotografia DG –
terça-feira, 8 de maio de 2012
Concursos de Fotografia: tudo o que precisa de saber
Existem para todos os gostos e possibilidades. Profissionais ou amadores; analógicos ou digitais; com câmaras elaboradas de grandes objectivas e com máquinas descartáveis; com prémios simbólicos ou monetários bastante apelativos. E sobretudo, dedicados a todos os temas imagináveis.
O mundo dos concursos de fotografia é uma óptima forma de exercitar a sua faceta de fotógrafo, seja você um fanático por fotografia, seja um mero aficionado que tem nesta actividade um passatempo entre outros. Como é óbvio, vencer é sempre algo especial, mas correndo o risco de cair no cliché, nos concursos de fotografias o que é verdadeiramente importante é participar: com isso estará a mostrar a outros interessados a sua visão única da realidade e dos temas em questão, as suas técnicas e a sua perícia.
Para que se possa dedicar aos concursos, deixamos aqui algumas informações úteis.
Os objectivos
No que diz respeito aos concursos pontuais e únicos, estão habitualmente relacionados com um evento ou uma campanha de promoção de um determinado tema. Podem ser organizados por uma marca que pretende divulgar um novo equipamento, por uma associação que pretende sensibilizar a população para um dado tema, ou por uma Câmara Municipal que tem como objectivo promover o município, o seu património ou a sua cultura.
O que importa reter é que um concurso não se encerra em si mesmo, não está limitado à beleza fotográfica mas sobretudo àquilo que esta permite dar a conhecer. E esse é um nobre papel que você poderá assumir.
Os temas
Neste capítulo não existe limitação. Os concursos são muitos e variados, e existem para todos os gostos. Uns podem ser de tema livre – nesses casos poderão estar mais direccionados para faixas etárias específicas, ou para usos concretos de equipamentos seleccionados. Outros poderão ser tão específicos como uma localização exacta, um grupo de pessoas ou uma espécie animal. Muitos concursos incluem mesmo diversas categorias, sendo as mais habituais “paisagens”, “pessoas” e “animais”.
Se por um lado, um apaixonado por fotografia acaba por se deixar conquistar por qualquer tema – fala mais alto o desafio de fotografar algo – por outro poderá seleccionar à partida um tema pelo qual sinta uma ligação mais pessoal, ou pelo qual tenha um conhecimento mais profundo. Sobretudo se for um estreante por estas andanças.
Como funciona um concurso de fotografia?
Apesar de serem às dezenas, uns regulares e outros pontuais, todos os concursos de fotografia regem-se por princípios gerais e procedimentos comuns.
- Haverá sempre um prazo, que se pode limitar apenas à data de entrega dos trabalhos, mas que normalmente inclui uma inscrição prévia. Nesta inscrição poderá já ser pedida a informação detalhada de quantos trabalhos planeia submeter, que tipo de suporte e equipamento utilizará.
Nalguns casos, pode também ser um requisito que as fotografias a submeter sejam tiradas num período específico – por exemplo, entre a inscrição e o fim do prazo.
- Em relação a esses parâmetros, uma vez mais variam também com a natureza de cada concurso. Muitos dos eventos são patrocinados ou mesmo organizados por grandes marcas relacionadas com a fotografia (como é o caso da Canon, Nikon, Fujifilm e Epson). E nesses casos, o mais provável é ser obrigatório o uso de equipamento da marca organizadora, ou mesmo de um modelo e/ou lente específicos.
Noutros casos poderão existir outro tipo de limitações, como por exemplo a obrigatoriedade de usar exclusivamente preto e branco (ou cor), ou de poder participar apenas com película ou com digital. É também importante que tenha estes aspectos em consideração, para poder escolher especificamente as condições em que se sente mais à vontade, ou aquelas em que quer trabalhar por algum motivo – porque não aproveitar um concurso deste tipo como o pretexto ideal para melhorar a sua técnica com um suporte específico?
- Os premiados serão escolhidos por um júri que incorpora várias personalidades. Por norma inclui um ou vários representantes da entidade organizadora, mas também alguns profissionais do mundo da fotografia.
- No que diz respeito aos vencedores propriamente ditos, existem diversos escalões. Um concurso pode premiar os melhores trabalhos seguindo o meio mais habitual de 1º, 2º e 3º classificado. Mas pode também ser mais extenso, sobretudo no caso de concursos que recebem várias centenas de inscrições. Nesses são utilizados escalões, como por exemplo do 4º ao 10º classificado, podendo premiar até ao 50º!
Em concursos limitados a poucos trabalhos premiados, é ainda comum haver menções honrosas para trabalhos que apesar de não terem chegado à vitória, são também dotados de uma qualidade ímpar.
- Por último, e não menos importante, existe sempre um regulamento cuja leitura atenta é tão fundamental como os trabalhos com que participará.
Os prémios
O mais habitual nos Concursos de Fotografia (sobretudo os amadores) é que os prémios sejam atribuídos em material fotográfico. Os valores podem ir desde os €500 até aos €5000, e incluem muitas vezes a exposição do ou dos trabalhos vencedores – o que nalguns casos pode até ser mais importante do que o valor material da vitória!
Principais Concursos de Fotografia em Portugal
- Prémio Reflex
Uma co-organização BES e Associação CAIS, o Prémio Reflex nasceu apenas em 2007, mas promete vir a tornar-se um dos principais acontecimentos na fotografia nacional. Em 2008 foi denominado ao sugestivo tema “Sons, Odores e Sabores do Mundo”, no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural. O primeiro prémio, monetário e material, ultrapassa os €1800, e inclui ainda a publicação da fotografia vencedora na capa da Revista CAIS.
- Novo Talento FNAC Fotografia
Um evento já habitual (que abrange ainda a literatura), a iniciativa Novos Talentos FNAC tem na sua vertente fotografia um exigente desafio para os mais ambiciosos fotógrafos. A participação implica a entrega de um portfólio com 20 a 30 fotografias, originais, em suporte papel e digital, e com tema livre. O prémio é igualmente ambicioso: uma máquina fotográfica e um computador, ambos topo de gama, assim como a exposição dos trabalhos vencedores nas FNACs nacionais e internacionais.
- BES Revelação
A par de outras iniciativas culturais no âmbito da fotografia do Banco Espírito Santo, como o BES Photo, o BES Fotojornalismo, Reflex e o BESart, o BES Revelação é já um dos mais importantes concursos de fotografia, já a roçar o profissionalismo.
De tema livre, está limitado a jovens até 30 anos de idade, numa lógica de lançamento e divulgação de mais valias para o futuro da fotografia em Portugal. A recompensa passa por uma exposição numa das mais conceituadas casas de arte nacionais: nada mais nada menos que a Casa de Serralves, no Porto.
- National Geographic International Photography Contest
Naquele que é talvez o mais conceituado concurso de fotografia amadora do mundo, em nenhum outro caso faz tanto sentido falar em prestígio como prémio final. Composto por diversas categorias temáticas (gentes, paisagens e animais), os finalistas de cada uma recebem como prémio uma impressora, mas mais importante que isso, avançam para a participação no Concurso Internacional da National Geographic, à escala mundial. E com direito a publicação das fotos na revista, como não poderia deixar de ser (o que só por si já seria gratificação suficiente).
- Maratona Fotográfica de Lisboa
Um concurso com uma longa tradição – já se realiza há mais de 15 anos – consiste num formato original: uma autêntica maratona de 24 horas ao longo das quais vão sendo fornecidos outros tantos temas para os participantes fotografarem. Pretende-se com isto estimular a interpretação criativa da capital.
O concurso tem diversas categorias (preto e branco, cores e digital), com os prémios máximos a chegarem aos €2000.
- Concurso de Fotografia Corroios
Já na sua 11ª edição, o Concurso de Fotografia de Corroios (Almada) é um evento destinado a fotógrafos amadores ou profissionais, sem tema definido e com um prémio de €500.
- Concurso Nacional de Fotografia
Realizado desde 2006, o Concurso Nacional de Fotografia é uma organização da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, destinado a jovens fotógrafos com idades entre os 15 e os 35 anos. Existem seis áreas temáticas: auto-retrato, fotojornalismo, grafismo, paisagem urbana, viagens/férias e cartaz (em que a fotografia vencedora será escolhida para o cartaz da próxima edição do evento). Existe um prémio único para cada categoria, no valor de €450 (e €250 na categoria cartaz).
Além destes concursos que acabámos de enumerar, existem dezenas de outros que providenciam desafios igualmente aliciantes, ainda que os prémios finais possam ser bem mais modestos.
Praticamente todas as Câmaras Municipais, através dos respectivos pelouros culturais, patrimoniais ou da juventude, organizam concursos que estão perfeitamente ao seu alcance – muito em voga são concursos dedicados aos centros históricos das cidades. Além desses, são também muitas as organizações culturais que também o fazem – a título de exemplo, o INATEL tem vários um pouco por todo o país.
Estes concursos pontuais podem muitas vezes pecar por falta de divulgação, mas se consultar a agenda cultural do seu município, dificilmente lhe escaparão.
Paralelamente, existem também alguns websites na Internet onde pode partilhar os seus trabalhos – destacamos por exemplo o Olhares, o Sapo Fotos (onde existem habitualmente passatempos que premeiam as melhores fotos de um dado tema) e o Canal Foto. Este último organiza frequentemente concursos temáticos, ainda que sem prémio material, mas com um outro que não é menos importante: o reconhecimento público.
Que mais pode um fotógrafo amador querer?
domingo, 29 de abril de 2012
A Arquitetura em Fotografias Impressionantes
A Fotografia é uma arte... disso todo mundo sabe. E quando ela se une à Arquitetura, tem-se uma "arte em dobro". As fotos abaixo são exemplos dessa fantástica união.
Fotografias Impressionantes em alta definição
Quem não fica de queixo caído quando vê uma fotografia impressionante de um lugar, de uma pessoa ou de um animal?
Fotografar é arte. E, nos dias atuais, com toda a tecnologia colocada em nossas mãos, existe uma outra arte digna de elogios, que é a técnica de remodelar as imagens no Photoshop ou programas assemelhados.

sábado, 28 de abril de 2012
Balanço do branco (White balance/WB) na fotografia
Os olhos humanos são bons a distinguir o branco entre as distintas cores, mas uma câmara digital na maioria das vezes tem uma grande dificuldade em reconhecer o branco, especialmente se for usada a opção automática do balanço do branco (AWB).
A função do balanço do branco permite eliminar cores que não reflectem a realidade fotografada. Um balanço do branco correto deve ter em consideração a “temperatura da cor” da fonte de luz, o que significa se a cor da luz é quente ou fria.
Na fotografia analógica, o balanço do branco implica usar filtros de cor que compensam as distintas condições de iluminação. Porém, na fotografia digital, os filtros de cor basicamente deixam de ser necessários. Ao compreender o balanço do branco, pode conseguir obter fotografias com as cores correctas de acordo com o tipo de iluminação.
Ajustar o balanço do branco basicamente significa que uma parte da fotografia que supostamente deva ser uma cor neutra, contenha montantes iguais de vermelho, verde e azul.
Um balanço do branco incorrecto pode provocar um tom azulado, alaranjado ou esverdeado irrealista e que na realidade faz com que as fotografias não sejam as desejadas.
Como por exemplo:

Incorreto balanço do branco

Correto balanço do branco
Um corpo negro a diferentes temperaturas irradia variadas temperaturas de luz branca. Apesar de se chamar luz, e poder parecer branca, nem sempre a luz branca o é verdadeiramente, pois nem sempre contém uma distribuição equilibrada de cores através do espectro visível.
À medida que a temperatura da cor aumenta, a distribuição da cor torna-se mais fria. A lógica é que cumprimentos de onda mais curtos contêm luz de maior energia.

A temperatura da cor é importante para a fotografia porque a luz do dia e a luz halogénea têm uma distribuição semelhante à de um corpo negro - embora iluminações como a fluorescente e luzes mais comerciais sejam muito distintas de corpos negros.
Assim sendo, fica aqui uma correlação de uma escala Kelvin que pode usar como guia relativamente a distintas fontes de luz.
O K é símbolo da unidade Kelvin - medida da escala que mede a temperatura da cor. A escala Kelvin não tem valores negativos.
Assim sendo, na prática, como muitas fontes de luz não se assemelham à radiação de corpos negros, o balanço do branco adiciona à temperatura da cor um desvio verde-magenta. Adicionar verde magenta é muitas vezes necessário quando se fotografa à luz do dia comum, podendo, quando se trata da luz fluorescente ou de outra luz artificial, requerer grandes ajustes de verde-magenta ao balanço do branco.
Muitas câmaras fotográficas dispõem de uma variedade de balanços de branco pré-programados para que consiga adaptar o balanço do branco ao tipo de iluminação existente. Usualmente os símbolos deste tipo de balanço do branco são:

A função de balanço do branco automático (AWB) existe em qualquer câmara fotográfica digital e usa um algoritmo que tenta “adivinhar” e adequar o balanço do branco às condições de iluminação, usualmente entre os 4000 K e os 7000 K.
O balanço do branco customizável permite tirar uma fotografia a uma referência neutra (usualmente um cartão cinza, branco e preto - como visto na primeira imagem) e assim determinar o balanço do branco certo para as restantes fotografias. Se não tiver um cartão destes, tente sempre ver se existe uma referência branca no enquadramento para que a câmara use como referência para o branco. Convém ter em conta que se mudarem as condições de iluminação deverá definir uma nova referência para balanço do branco.
Os restantes modos são usualmente os pré-definidos nas câmaras fotográficas digitais, podendo mudar rapidamente de acordo com a variação da iluminação. Estes modos podem ser usados criativamente, pois, por exemplo, o modo sombra pode ser usado dentro de casa, dependendo da iluminação ou do grau de nebulosidade existente. Se a fotografia tiver muito azulado no monitor da câmara deverá aumentar a temperatura da cor selecionando um modo que permita obter mais temperatura de cor. Algumas câmaras fotográficas também permitem definir o valor Kelvin, se assim for, poderá também ajustar manualmente o valor de forma a obter mais ou menos temperatura de cor.
A função do balanço do branco permite eliminar cores que não reflectem a realidade fotografada. Um balanço do branco correto deve ter em consideração a “temperatura da cor” da fonte de luz, o que significa se a cor da luz é quente ou fria.
Na fotografia analógica, o balanço do branco implica usar filtros de cor que compensam as distintas condições de iluminação. Porém, na fotografia digital, os filtros de cor basicamente deixam de ser necessários. Ao compreender o balanço do branco, pode conseguir obter fotografias com as cores correctas de acordo com o tipo de iluminação.
Ajustar o balanço do branco basicamente significa que uma parte da fotografia que supostamente deva ser uma cor neutra, contenha montantes iguais de vermelho, verde e azul.
Um balanço do branco incorrecto pode provocar um tom azulado, alaranjado ou esverdeado irrealista e que na realidade faz com que as fotografias não sejam as desejadas.
Como por exemplo:
Incorreto balanço do branco
Correto balanço do branco
A temperatura da cor
A temperatura da cor é uma característica da luz visível. O raciocínio implícito é que quanto mais aquecemos um objecto, mais cores ele irradia. Assim, de forma mais específica, a temperatura da cor descreve o espectro de luz irradiada de um corpo negro (um objecto que absorve toda a luz incidente sem permitir qualquer reflexo ou passagem de luz) de acordo com a temperatura desse mesmo corpo.Um corpo negro a diferentes temperaturas irradia variadas temperaturas de luz branca. Apesar de se chamar luz, e poder parecer branca, nem sempre a luz branca o é verdadeiramente, pois nem sempre contém uma distribuição equilibrada de cores através do espectro visível.
À medida que a temperatura da cor aumenta, a distribuição da cor torna-se mais fria. A lógica é que cumprimentos de onda mais curtos contêm luz de maior energia.
A temperatura da cor é importante para a fotografia porque a luz do dia e a luz halogénea têm uma distribuição semelhante à de um corpo negro - embora iluminações como a fluorescente e luzes mais comerciais sejam muito distintas de corpos negros.
Assim sendo, fica aqui uma correlação de uma escala Kelvin que pode usar como guia relativamente a distintas fontes de luz.
| Temperatura da cor | Fonte de luz |
| 1000-2000 K | Luz de velas |
| 2500-3500 K | Luz halogénea |
| 3000-4000 K | Pôr-do-sol ou aurora com céu limpo |
| 4000-5000 K | Lâmpadas fluorescentes |
| 5000-5500 K | Flash |
| 5000-6500 K | Meio-dia com céu limpo |
| 6500-8000 K | Céu nublado moderadamente |
| Mais de 8000 K | Sombra ou céu muito nublado |
Assim sendo, na prática, como muitas fontes de luz não se assemelham à radiação de corpos negros, o balanço do branco adiciona à temperatura da cor um desvio verde-magenta. Adicionar verde magenta é muitas vezes necessário quando se fotografa à luz do dia comum, podendo, quando se trata da luz fluorescente ou de outra luz artificial, requerer grandes ajustes de verde-magenta ao balanço do branco.
Muitas câmaras fotográficas dispõem de uma variedade de balanços de branco pré-programados para que consiga adaptar o balanço do branco ao tipo de iluminação existente. Usualmente os símbolos deste tipo de balanço do branco são:
A função de balanço do branco automático (AWB) existe em qualquer câmara fotográfica digital e usa um algoritmo que tenta “adivinhar” e adequar o balanço do branco às condições de iluminação, usualmente entre os 4000 K e os 7000 K.
O balanço do branco customizável permite tirar uma fotografia a uma referência neutra (usualmente um cartão cinza, branco e preto - como visto na primeira imagem) e assim determinar o balanço do branco certo para as restantes fotografias. Se não tiver um cartão destes, tente sempre ver se existe uma referência branca no enquadramento para que a câmara use como referência para o branco. Convém ter em conta que se mudarem as condições de iluminação deverá definir uma nova referência para balanço do branco.
Os restantes modos são usualmente os pré-definidos nas câmaras fotográficas digitais, podendo mudar rapidamente de acordo com a variação da iluminação. Estes modos podem ser usados criativamente, pois, por exemplo, o modo sombra pode ser usado dentro de casa, dependendo da iluminação ou do grau de nebulosidade existente. Se a fotografia tiver muito azulado no monitor da câmara deverá aumentar a temperatura da cor selecionando um modo que permita obter mais temperatura de cor. Algumas câmaras fotográficas também permitem definir o valor Kelvin, se assim for, poderá também ajustar manualmente o valor de forma a obter mais ou menos temperatura de cor.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Comparação entre máquinas fotográficas digitais e analógicas
Há vários aspectos a ter em conta antes de comprar uma câmara fotográfica digital e não estamos a falar somente do custo, visto que as câmaras digitais são tendencialmente mais caras que as câmaras fotográficas analógicas, se bem que o seu custo tem decrescido com o passar dos anos. Portanto antes de adquirir uma câmara deve ter em conta alguns detalhes.
Um dos principais factores a ter em conta quando pretender comprar uma câmara digital, é definir qual será a sua principal finalidade.
- Se a intenção é a de fotografar locais fechados, o flash é um factor determinante;
- Se for fotografar momentos de acção, como sejam eventos desportivos, ou imagens estáticas, isto determinará o tipo de visor e lente a escolher;
- Se pretender fotografar amplas paisagens, cenários complexos, ou ampliação de detalhes (close ups), já que isto irá determinar a distância focal da lente de que precisará e se necessitará de uma lente de zoom, lentes auxiliares ou uma lente macro;
- Que tipo de utilizador é? Esta questão irá ajudar determinar quantos controles manuais deverá a máquina fotográfica ter, pois estes aspectos variam consoante seja um utilizador casual, amador sério ou fotógrafo profissional.
- As fotografias serão impressas como instantâneas ou serão utilizadas em documentos ou publicações? Serão para enviar por e-mail ou para colocar numa página de internet? A resposta a estas questões condicionará a resolução máxima necessária da câmara digital, visto que em cada situação exige uma resolução específica.
Pontos a ter em conta
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Câmaras fotográficas digitais
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Câmaras fotográficas analógicas
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| Imediatismo | As imagens estão imediatamente disponíveis | As imagens só estão disponíveis após o rolo do filme ter sido usado e revelado |
| Resolução | Resolução é baixa se comparada com o filme. Até as máquinas fotográficas digitais com mais de 1 milhão de pixels só são boas para fotos 4x6 e talvez 8x10 | Excelente, centenas de vezes mais que as máquinas de fotografia digital. Pode fazer ampliações 16x20 polegadas a partir dum filme de 35mm |
| Armazenamento | Suportes magnéticos ou ópticos somam-se ao custo da imagem | Negativos e slides são armazenados neles próprios mas devem ser guardados em embalagens apropriadas para protegê-los e facilitar o manuseio |
| Longevidade | Os meios de armazenamento digital podem não ser legíveis no futuro devido a mudanças de formatos e dispositivos de leitura | Slides e fotos sempre podem ser vistos sem dispositivos especiais, e slides negativos podem durar facilmente um século ou mais |
| Custo | O custo do filme e revelação é eliminado, assim pode fotografar sem nenhum custo. Porém, existem custos adicionais quando armazena ou imprime. Custos de bateria também serão insignificantes | Filme tem que ser comprado e revelado. Porém, a partir daí não há nenhum custo adicional, a menos que queira ampliações ou cópias adicionais (estas fotos podem ser digitalizadas posteriormente através de um scanner) |
| Controles criativos | Todas as máquinas fotográficas digitais carecem dos controles encontrados na maioria das máquinas fotográficas de qualidade, excepto as digitais mais caras. A escolha de lentes ainda é muito limitada | Controles de nível profissional são encontrados até mesmo nas de 35mm mais baratas. Também existe uma extensa escolha de lentes para a maioria dos modelos. |
Apresenta-mos agora uma nova tabela, esta apenas com características importantes na selecção da sua câmara fotográfica digital.
| Opções | Comentários | |
| Lentes | Distância focal | Determina o ângulo de cobertura |
| Abertura máxima | Aberturas maiores são melhores em baixa luz ou quando se captura um movimento | |
| Zoom e alcance | Zooms ópticos são melhores que zooms digitais | |
| Intercambiáveis | Lentes intercambiáveis permitem mudanças da distância focal | |
| Flash | Rígido, embutido na máquina | Tende a dar iluminação directa e faz o olho sair vermelho. Só uma edição posterior da imagem pode retirar este efeito |
| Rotativo, embutido na máquina | Permite colocar a luz nas paredes ou tectos para obter efeitos. Mais utilizado por fotógrafos profissionais | |
| Conexão por cabo sincronizado | Permite remover o flash da máquina fotográfica | |
| Sapata de contacto | Monta um flash na máquina fotográfica e faz conexões eléctricas ao sistema de exposição | |
| Redução do efeito olho vermelho | Dispara o flash primeiro para fechar a íris da pessoa fotografada, antes de disparar o segundo flash, usado para tirar a foto | |
| Modo desligado | Permite desligar o flash de modo a não disparar quando você não quer que isso aconteça | |
| Memória | Removível | Permite trocar cartões de memória e continuar a fotografar |
| Tipo | Cartão de memória é o mais popular | |
| Capacidade | Quanto maior a capacidade maior será o armazenamento | |
| Descarregar para o computador | Porta serie | Conexão lenta a cabo |
| Porta paralela | Conexão a cabo lenta | |
| Porta USB | Conexão a cabo rápida | |
| Infravermelho | Conexão sem fios lenta | |
| Impressora | Algumas máquinas fotográficas permitem enviar fotografias directamente à impressora | |
| Leitor de Cartão de Memória | Modo rápido para transferir arquivos | |
| Visor | LCD | Óptimo para rever imagens, mas não tão bom enquanto fotografia, excepto em circunstâncias especiais. Consome muita energia, logo reduz o tempo de bateria. |
| Óptico (acoplado ao zoom) | Visores ópticos são melhores para tirar fotos, se a máquina tiver uma lente de zoom, o visor dever estar acoplado a ela | |
| Através da lente (reflex) | Vê-se tudo direito, correctamente | |
| Auto exposição | Completamente automático | Estas opções são para uso mais profissional e artístico |
| Abertura preferente | ||
| Obturador preferente | ||
| Manual | ||
| Compensação e alcance | ||
| Sensor de imagem | CCD | Sistemas digitais de tipologia captura de imagem |
| CMOS | ||
| ISSO | Tipo mais comum e utilizado, idêntico ao sistema analógico |
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