domingo, 29 de abril de 2012

A Arquitetura em Fotografias Impressionantes

A Fotografia é uma arte... disso todo mundo sabe. E quando ela se une à Arquitetura, tem-se uma "arte em dobro". As fotos abaixo são exemplos dessa fantástica união.
 











Fotografias Impressionantes em alta definição






Quem não fica de queixo caído quando vê uma fotografia impressionante de um lugar, de uma pessoa ou de um animal?


Fotografar é arte. E, nos dias atuais, com toda a tecnologia colocada em nossas mãos, existe uma outra arte digna de elogios, que é a técnica de remodelar as imagens no Photoshop ou programas assemelhados.




         







sábado, 28 de abril de 2012

Balanço do branco (White balance/WB) na fotografia

Os olhos humanos são bons a distinguir o branco entre as distintas cores, mas uma câmara digital na maioria das vezes tem uma grande dificuldade em reconhecer o branco, especialmente se for usada a opção automática do balanço do branco (AWB).
A função do balanço do branco permite eliminar cores que não reflectem a realidade fotografada. Um balanço do branco correto deve ter em consideração a “temperatura da cor” da fonte de luz, o que significa se a cor da luz é quente ou fria.
Na fotografia analógica, o balanço do branco implica usar filtros de cor que compensam as distintas condições de iluminação. Porém, na fotografia digital, os filtros de cor basicamente deixam de ser necessários. Ao compreender o balanço do branco, pode conseguir obter fotografias com as cores correctas de acordo com o tipo de iluminação.
Ajustar o balanço do branco basicamente significa que uma parte da fotografia que supostamente deva ser uma cor neutra, contenha montantes iguais de vermelho, verde e azul.
Um balanço do branco incorrecto pode provocar um tom azulado, alaranjado ou esverdeado irrealista e que na realidade faz com que as fotografias não sejam as desejadas.
Como por exemplo:

Incorreto balanço do branco

Correto balanço do branco

A temperatura da cor

A temperatura da cor é uma característica da luz visível. O raciocínio implícito é que quanto mais aquecemos um objecto, mais cores ele irradia. Assim, de forma mais específica, a temperatura da cor descreve o espectro de luz irradiada de um corpo negro (um objecto que absorve toda a luz incidente sem permitir qualquer reflexo ou passagem de luz) de acordo com a temperatura desse mesmo corpo.
Um corpo negro a diferentes temperaturas irradia variadas temperaturas de luz branca. Apesar de se chamar luz, e poder parecer branca, nem sempre a luz branca o é verdadeiramente, pois nem sempre contém uma distribuição equilibrada de cores através do espectro visível.
À medida que a temperatura da cor aumenta, a distribuição da cor torna-se mais fria. A lógica é que cumprimentos de onda mais curtos contêm luz de maior energia.

A temperatura da cor é importante para a fotografia porque a luz do dia e a luz halogénea têm uma distribuição semelhante à de um corpo negro - embora iluminações como a fluorescente e luzes mais comerciais sejam muito distintas de corpos negros.
Assim sendo, fica aqui uma correlação de uma escala Kelvin que pode usar como guia relativamente a distintas fontes de luz.
Temperatura da corFonte de luz
1000-2000 KLuz de velas
2500-3500 KLuz halogénea
3000-4000 KPôr-do-sol ou aurora com céu limpo
4000-5000 KLâmpadas fluorescentes
5000-5500 KFlash
5000-6500 KMeio-dia com céu limpo
6500-8000 KCéu nublado moderadamente
Mais de 8000 KSombra ou céu muito nublado
O K é símbolo da unidade Kelvin - medida da escala que mede a temperatura da cor. A escala Kelvin não tem valores negativos.
Assim sendo, na prática, como muitas fontes de luz não se assemelham à radiação de corpos negros, o balanço do branco adiciona à temperatura da cor um desvio verde-magenta. Adicionar verde magenta é muitas vezes necessário quando se fotografa à luz do dia comum, podendo, quando se trata da luz fluorescente ou de outra luz artificial, requerer grandes ajustes de verde-magenta ao balanço do branco.
Muitas câmaras fotográficas dispõem de uma variedade de balanços de branco pré-programados para que consiga adaptar o balanço do branco ao tipo de iluminação existente. Usualmente os símbolos deste tipo de balanço do branco são:
Símbolos dos tipos de balanço do branco
A função de balanço do branco automático (AWB) existe em qualquer câmara fotográfica digital e usa um algoritmo que tenta “adivinhar” e adequar o balanço do branco às condições de iluminação, usualmente entre os 4000 K e os 7000 K.
O balanço do branco customizável permite tirar uma fotografia a uma referência neutra (usualmente um cartão cinza, branco e preto - como visto na primeira imagem) e assim determinar o balanço do branco certo para as restantes fotografias. Se não tiver um cartão destes, tente sempre ver se existe uma referência branca no enquadramento para que a câmara use como referência para o branco. Convém ter em conta que se mudarem as condições de iluminação deverá definir uma nova referência para balanço do branco.
Os restantes modos são usualmente os pré-definidos nas câmaras fotográficas digitais, podendo mudar rapidamente de acordo com a variação da iluminação. Estes modos podem ser usados criativamente, pois, por exemplo, o modo sombra pode ser usado dentro de casa, dependendo da iluminação ou do grau de nebulosidade existente. Se a fotografia tiver muito azulado no monitor da câmara deverá aumentar a temperatura da cor selecionando um modo que permita obter mais temperatura de cor. Algumas câmaras fotográficas também permitem definir o valor Kelvin, se assim for, poderá também ajustar manualmente o valor de forma a obter mais ou menos temperatura de cor.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Comparação entre máquinas fotográficas digitais e analógicas

Lente de câmara fotográfica
Há vários aspectos a ter em conta antes de comprar uma câmara fotográfica digital e não estamos a falar somente do custo, visto que as câmaras digitais são tendencialmente mais caras que as câmaras fotográficas analógicas, se bem que o seu custo tem decrescido com o passar dos anos. Portanto antes de adquirir uma câmara deve ter em conta alguns detalhes.
Um dos principais factores a ter em conta quando pretender comprar uma câmara digital, é definir qual será a sua principal finalidade.
  • Se a intenção é a de fotografar locais fechados, o flash é um factor determinante;
  • Se for fotografar momentos de acção, como sejam eventos desportivos, ou imagens estáticas, isto determinará o tipo de visor e lente a escolher;
  • Se pretender fotografar amplas paisagens, cenários complexos, ou ampliação de detalhes (close ups), já que isto irá determinar a distância focal da lente de que precisará e se necessitará de uma lente de zoom, lentes auxiliares ou uma lente macro;
  • Que tipo de utilizador é? Esta questão irá ajudar determinar quantos controles manuais deverá a máquina fotográfica ter, pois estes aspectos variam consoante seja um utilizador casual, amador sério ou fotógrafo profissional.
  • As fotografias serão impressas como instantâneas ou serão utilizadas em documentos ou publicações? Serão para enviar por e-mail ou para colocar numa página de internet? A resposta a estas questões condicionará a resolução máxima necessária da câmara digital, visto que em cada situação exige uma resolução específica.
A tabela, abaixo apresentada, visa ajudar e simplificar a sua escolha através da exibição dos aspectos positivos e não tão positivos da câmara digital face à c âmara analógica.
Pontos a ter em conta
Câmaras fotográficas digitais
Câmaras fotográficas analógicas
ImediatismoAs imagens estão imediatamente disponíveisAs imagens só estão disponíveis após o rolo do filme ter sido usado e revelado
ResoluçãoResolução é baixa se comparada com o filme. Até as máquinas fotográficas digitais com mais de 1 milhão de pixels só são boas para fotos 4x6 e talvez 8x10Excelente, centenas de vezes mais que as máquinas de fotografia digital. Pode fazer ampliações 16x20 polegadas a partir dum filme de 35mm
ArmazenamentoSuportes magnéticos ou ópticos somam-se ao custo da imagemNegativos e slides são armazenados neles próprios mas devem ser guardados em embalagens apropriadas para protegê-los e facilitar o manuseio
LongevidadeOs meios de armazenamento digital podem não ser legíveis no futuro devido a mudanças de formatos e dispositivos de leituraSlides e fotos sempre podem ser vistos sem dispositivos especiais, e slides negativos podem durar facilmente um século ou mais
CustoO custo do filme e revelação é eliminado, assim pode fotografar sem nenhum custo. Porém, existem custos adicionais quando armazena ou imprime. Custos de bateria também serão insignificantesFilme tem que ser comprado e revelado. Porém, a partir daí não há nenhum custo adicional, a menos que queira ampliações ou cópias adicionais (estas fotos podem ser digitalizadas posteriormente através de um scanner)
Controles criativosTodas as máquinas fotográficas digitais carecem dos controles encontrados na maioria das máquinas fotográficas de qualidade, excepto as digitais mais caras. A escolha de lentes ainda é muito limitadaControles de nível profissional são encontrados até mesmo nas de 35mm mais baratas. Também existe uma extensa escolha de lentes para a maioria dos modelos.

Apresenta-mos agora uma nova tabela, esta apenas com características importantes na selecção da sua câmara fotográfica digital.

OpçõesComentários
LentesDistância focalDetermina o ângulo de cobertura
Abertura máximaAberturas maiores são melhores em baixa luz ou quando se captura um movimento
Zoom e alcanceZooms ópticos são melhores que zooms digitais
IntercambiáveisLentes intercambiáveis permitem mudanças da distância focal
FlashRígido, embutido na máquinaTende a dar iluminação directa e faz o olho sair vermelho. Só uma edição posterior da imagem pode retirar este efeito
Rotativo, embutido na máquinaPermite colocar a luz nas paredes ou tectos para obter efeitos. Mais utilizado por fotógrafos profissionais
Conexão por cabo sincronizadoPermite remover o flash da máquina fotográfica
Sapata de contactoMonta um flash na máquina fotográfica e faz conexões eléctricas ao sistema de exposição
Redução do efeito olho vermelhoDispara o flash primeiro para fechar a íris da pessoa fotografada, antes de disparar o segundo flash, usado para tirar a foto
Modo desligadoPermite desligar o flash de modo a não disparar quando você não quer que isso aconteça
MemóriaRemovívelPermite trocar cartões de memória e continuar a fotografar
TipoCartão de memória é o mais popular
CapacidadeQuanto maior a capacidade maior será o armazenamento
Descarregar para o computadorPorta serieConexão lenta a cabo
Porta paralelaConexão a cabo lenta
Porta USBConexão a cabo rápida
InfravermelhoConexão sem fios lenta
ImpressoraAlgumas máquinas fotográficas permitem enviar fotografias directamente à impressora
Leitor de Cartão de MemóriaModo rápido para transferir arquivos
VisorLCDÓptimo para rever imagens, mas não tão bom enquanto fotografia, excepto em circunstâncias especiais. Consome muita energia, logo reduz o tempo de bateria.
Óptico (acoplado ao zoom)Visores ópticos são melhores para tirar fotos, se a máquina tiver uma lente de zoom, o visor dever estar acoplado a ela
Através da lente (reflex)Vê-se tudo direito, correctamente
Auto exposiçãoCompletamente automáticoEstas opções são para uso mais profissional e artístico
Abertura preferente
Obturador preferente
Manual
Compensação e alcance
Sensor de imagemCCDSistemas digitais de tipologia captura de imagem
CMOS
ISSOTipo mais comum e utilizado, idêntico ao sistema analógico

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Como fotográfar um arco-íris

arco-íris sobre cidade


Quem nunca foi a correr pegar na máquina fotográfica para captar algumas imagens de um arco-íris deslumbrante só para, depois de vários disparos, constatar que não conseguiu “congelar” a essência do momento? Aprenda a fotografar todas as cores do arco-íris para mais tarde recordar…
Equipamento essencial. Fotografar um arco-íris entra na categoria de fotografias panorâmicas que, por sua vez, exigem sempre uma máquina estável. A translucidez deste fenómeno da natureza, aliada ao facto de já ser, por si só, algo difícil de fotografar, torna a estabilidade da câmara ainda mais importante – ou seja, utilize um tripé. Claro que como grande parte das vezes os arco-íris surgem inesperadamente e não há tempo para montar devidamente todo o equipamento fotográfico, procure estabilizar a máquina de outras formas, como pousá-la numa superfície lisa, utilizar o timer ou encostar-se a uma parede para um maior e melhor equilíbrio.
A importância de um cenário de fundo. Um arco-íris é um fenómeno óptico e meteorológico que produz um espectro de luz quando o sol incide sobre as partículas de humidade suspensas na atmosfera – o que significa que para fotografar um arco-íris necessita de um cenário de fundo escuro para que não se perca o seu efeito colorido. A ideia é tirar a foto através de um ângulo que capte o arco-íris sobre um cenário simples e escuro, caso do céu, nuvens ou até de uma fileira de montanhas. No entanto, não descure o primeiro plano, que tanto pode permitir uma “abertura” original para espreitar e fotografar o arco-íris, como uma distracção que pode acabar por comprometer toda a imagem.
Enquadramento colorido. A composição da fotografia é muito importante porque captar toda a beleza de um arco-íris também depende do seu enquadramento. Neste sentido, existem três pontos a considerar: posicionamento (se quiser focar determinados pontos, nada como recorrer à regra dos terços); a não ser que queira fotografar exclusivamente o arco-íris e o céu, não descure as suas pontas na hora de fazer o enquadramento (o local onde estas “pousam” podem revelar-se pontos de interesse extra na imagem final); experimente diferentes perspectivas com recurso ao zoom ou a lentes maiores (uma imagem panorâmica pode ser tão espectacular como uma imagem que foca uma zona onde o arco-íris cruza com outro objecto, por exemplo).
Disparar, disparar, disparar. A partir daqui, toca a disparar… e continuar a fazer experiências. Se tiver filtros fotográficos, aplique-os para conseguir efeitos distintos em termos de cores, reflexos e níveis de contraste que podem tornar o arco-íris ainda mais atraente. Experimente as aberturas máximas e mínimas da câmara fotográfica para conseguir mais ou menos profundidade de campo, o que pode resultar em imagens finais deslumbrantes. Surpreenda-se e surpreenda com o seu arco-íris…

Como conseguir uma foto digital com um bom contraste


Para conseguir uma boa foto, em vez de começar a perguntar-se que tipo de abertura usar, pergunte-se se “Esta fotografia necessita de mais ou menos luz?”. Estreitando a abertura e/ou aumentando a velocidade do obturador diminuirá a quantidade de luz que entra na câmara fotográfica. Abrindo a abertura ou diminuindo a velocidade do obturador, aumentará a luz na máquina fotográfica.
Antes de mais, deverá compreender o conceito de exposição e de stops, pois, são conceitos fundamentais para conseguir técnica, quer fotografe em modo automático ou em modo manual, o princípio é sempre o mesmo.
Para conseguir captar o contraste de uma imagem é necessário algum trabalho, pois o contraste é determinado pela quantidade de luz que a câmara fotográfica deixa entrar durante a exposição.
O conceito de contraste em fotografia é basicamente a diferença entre a escuridão e a luz, porém também se estende à cor, tons e textura, tal como os nossos olhos: só detetam a cor, os tons e a textura se existir luz… Uma fotografia com contraste tem uma grande definição das cores e das texturas, ao oposto de uma sem contraste.
Então se a luz é o que torna as cores visíveis, o que faz com que uma fotografia tenha as suas cores saturadas/com contraste? A quantidade de luz! Sempre que se pretende saturar uma cor (torná-la mais forte e rica) adiciona-se preto. E como o fazer?

Para começar, alguns conceitos de fotografia:

  • Contraste – diferença entre a escuridão e a luz
  • Alto contraste – uma diferença extrema entre a escuridão e a luz
  • Contraste da cor – diferenças de tom e níveis de saturação das cores
  • High Key – muita luz em tons brancos
  • Low Key – muito negro incluindo tons escuros
  • Sem contraste – ex: uma tempestade de neve na Antártida

Exemplo de foto com baixo contraste:


Exemplo de foto com grande contraste:


Neste caso, para conseguir um grande contraste na foto, antes de começar a fotografar, deve determinar qual é a exposição certa. As câmaras fotográficas digitais têm um medidor de luz embutido: é o gráfico que aparece no visor e que do lado esquerdo tem -2 e do lado direito um 2 e no meio um 0. O lado negativo significa subexposição (tempo de exposição insuficiente) e o lado direito significa sobrexposição (tempo de exposição excessivo), e o 0 significa que a máquina fotográfica digital pensa que essa é a exposição correta para a foto.
Logo que tenha determinado a exposição correta, compense as definições com a diminuição de 1/3 ou mesmo 1 stop completo, isto é o equivalente a adicionar preto à imagem.
Se estiver a fotografar em automático ou em semiautomático (dando prioridade à abertura ou obturador) pode programar a exposição pretendida, fazendo-o no menu da compensação, em EV (Valor Exposição), desta forma a câmara fotográfica, automaticamente, fará uma subexposição na margem do valor que determinar.

Se estiver a fotografar em modo manual use a opção de abertura (as definições de abertura na maioria das máquinas fotográficas digitais têm incrementos de 1/3 ou de 1 stop completo) e a velocidade do obturador, que também tem a opção de a colocar com mais ou menos velocidade (usualmente a mudança de velocidade do obturador nas câmaras fotográficas digitais é de 1 stop completo para cima ou para baixo).
Quando fizer a diminuição dos stops manualmente, mantenha sempre a atenção no medidor de luz: deve manter o marcador do lado esquerdo (lado negativo) do zero para conseguir a fotografia mais saturada, considerando sempre que cada marca da tabela de dispersão é um incremento de 1/3 ou de um 1 stop completo.
Basicamente, para conseguir uma fotografia com o máximo contraste:
Fotografe com a abertura mais fechada de acordo com as condições de iluminação;
Fotografe com o obturador na maior velocidade que as condições de iluminação permitirem.

O que é o iso na fotográfia digital

 ISO na fotografia digital
Antes de mais é melhor dizer que, na fotografia tradicional, é o ISO que indica a sensibilidade da película à luz. Usualmente a película fotográfica vem com um número associado: 100, 200, 400, 800… Quanto menor o número associado à película, menor a sensibilidade da película à luz; significando que o grão da película é mais fino, logo deixa “entrar menos luz”. Portanto, quanto menor a iluminação maior deverá ser o valor do ISO (ASA) da película.
No mundo da fotografia digital o ISO tem “quase” a mesma função da fotografia tradicional, só que vista de outra forma: o ISO mede a sensibilidade do sensor da luz da câmara fotográfica. Aqui a ideia é a mesma, quanto menor o ISO, menor a sensibilidade da câmara à luz, obtendo um grão da imagem mais fino.

Algumas da situações onde pode aumentar o ISO são:

  • Desportos de interior, onde existe movimento e menos luz;
  • Concertos, onde existe movimento e não se pode usar flash;
  • Igrejas onde não tenha tripé e não possa usar o flash;
  • Festas e eventos em locais mais escuros onde não se pode usar flash.
É usado um ISO muito elevado quando existe pouca luminosidade, fazendo com que o obturador funcione a velocidades mais elevadas (ótimo em desportos de interior). Porém o ISO tem um custo, e a verdade é que se for demasiado elevado, dependendo da câmara fotográfica, maior o ruído (os píxeis da imagem ficam cada vez maiores, e em vez de se ver uma imagem começam a ver-se os pontos que constroem uma imagem). Se fizer um zoom à fotografia verá que o grão da imagem começa a perceber-se. A diferença entre um ISO 400 e um de 800 neste caso já é visível.

Veja a diferença de uma fotografia com ISO 400 para uma com ISO 800

fotografia com ISO 400

ISO 400

fotografia com ISO 800

ISO 800

O ISO considerado normal é o ISO 100, pois é o que permite obter fotografias mais vivas com o menor ruído/grão. Teoricamente o ideal será fotografar em ISO 100 caso tenha as condições de iluminação ideais.
Também poderá usar o ISO em modo automático, onde a câmara fotográfica adapta o ISO às condições, tentando mantê-lo o mais baixo possível, mas se existe a oportunidade de o selecionar de acordo com o que pretende, porque não usá-lo?
Se optar por definir o seu ISO terá de considerar o impacto que isso terá na abertura (f) e na velocidade do obturador (tempo de exposição) para obter a exposição correta da fotografia. Por exemplo, se aumentar o ISO de 100 para 200 ou 400… perceberá que poderá fotografar com velocidades mais elevadas ou aberturas menores.
Quando selecionar um valor para o ISO deverá questionar se: o objeto está iluminado o suficiente, se está a usar um tripé ou não, se quer uma fotografia com mais ou menos grão, se o objeto está em movimento ou não.
Se existir luz suficiente, e quiser pouco grão, e estiver a usar um tripé e o objeto estiver parado poderá usar o valor ISO mais baixo.
Porém, se existir pouca iluminação, e quiser grão na imagem, e não tiver um tripé à mão e o objeto a fotografar estiver em movimento, terá de aumentar o ISO para conseguir fotografar com um obturador a maior velocidade e conseguir uma boa exposição.
Para perceber melhor o funcionamento do ISO o ideal é experimentar com a mesma abertura e velocidade os diferentes ISO, desta forma perceberá a diferença e poderá dar um uso ao ISO adequado a cada situação.

domingo, 15 de abril de 2012

como é que a câmara fotográfica sabe se a imagem está sob ou sobrexposta?

O que a câmara fotográfica tenta fazer é conseguir obter o nível de exposição recebido a 18% cinza, ajustando-o automaticamente. Isto significa que a quantidade de luz a passar por cada ponto da exposição é o mesmo. Porém, a imagem não tem apenas tons de cinza médios, tem também zonas escuras e claras. A câmara fotográfica mistura todos os brilhos e determina o cálculo para a velocidade do obturador ou para a abertura (dependendo da prioridade do modo selecionado) para que a exposição total seja equivalente a 18% de cinza, independentemente da imagem. Este cálculo é chamado de medição de luz. O modo de prioridade à abertura é usado para selecionar a velocidade do obturador; e o modo prioridade velocidade do obturador é usado para selecionar a abertura.
A medição da luz é o equivalente a decidir qual a quantidade de luz necessária para obter uma determinada fotografia. Formas diferentes de fazer isto dependem dos diferentes modos de medição da luz.
No processo de medição, a sua câmara fotográfica “olha” para o cenário e verifica quantas áreas do enquadramento estão iluminadas e decide qual será a exposição total (quantidade de luz) necessária para criar a fotografia de forma a ser equivalente a 18% de sombra cinza (valor que a máquina usualmente considera como o indicado).

Modo de medição de luz-exposição automática

Modos de medição de luz
Hoje em dia as máquinas fotográficas digitais já possuem fotómetros embutidos (medidores de luz), e modos de exposição que fazem muitas vezes um bom trabalho no cálculo da exposição. Porém, o fotómetro da câmara fotográfica apenas mede a luminosidade de um cenário e nem sempre os modos disponíveis são os ideais para conseguir a exposição desejada.
Os modos de medição de luz da câmara fotográfica implicam que a câmara fotográfica vai assumir que o cenário/objeto é composto por um cinza 18% (18% de preto) calculando a abertura e a velocidade do obturador a partir dessa informação.
Existem 3 modos de medição de luz na câmara fotográfica digital. Poderá já ter visto estes símbolos na sua câmara fotográfica: [(0)] [ o ] [ ]
Estes três símbolos indicam diversos modos de medição suportados pela sua câmara fotográfica. Qual deles é o melhor? Depende do resultado que pretender.
O tipo de medição de luz faz muita diferença no resultado final da fotografia. Para perceber qual é o modo adequado à fotografia que pretende obter, terá de compreender os modos de medição para se certificar que não fica nem com um fotografia com sobrexposição (luz a mais) nem com subexposição (luz a menos).

Como usar um enquadramento apertado para dar mais ênfase à fotográfia

Enquadramentos apertado
O enquadramento da fotografia é muito importante, e um bom enquadramento apertado conferirá à fotografia uma sensação de infinito. Quer seja se fotografe já num enquadramento apertado ou se faça posteriormente o crop da imagem (cortar uma determinada parte, re-enquadrando a fotografia) poderá trazer uma nova dimensão à fotografia. Imagine que tira uma fotografia a uma paisagem, posteriormente ao observar a imagem pode constatar que existe um enquadramento mais apertado que dê ênfase a um detalhe do qual não se apercebeu.
Ao pegar num detalhe da fotografia e enquadrar esse detalhe para obter uma nova fotografia, alcançará uma nova perspetiva. Vamos analisar, por exemplo, uma fotografia a um arranha-céus. Nesta fotografia, vê-se o final do prédio.

O que é a Fotográfia

Fotografia nada mais é do que a técnica de criar uma imagem por meio da exposição luminosa do papel A primeira fotografia que se tem notícia foi datada de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Porém a invenção da fotografia não é obra de uma só pessoa e sim um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas.
Os avanços proporcionaram a criação do filme fotográfico colorido além de uma melhora na qualidade da imagem final, agilizando as etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.

Máquina antiga de Fotografia
Máquina antiga de Fotografia
Atualmente a fotografia digital modificou totalmente o mundo da fotografia. Os equipamentos estão mais baratos e ao alcance de todos e já disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, pra que ele obtenha uma maior qualidade de imagem e facilidade de uso.
Essa simplificação na captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens mais o ambiente digital facilita a integração com os recursos da informática como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet. Tudo isso tem democratizado o uso da fotografia. Sem contar a incorporação da máquina fotográfica nos telefones celulares. O indivíduo tem cada vez mais controle sob a técnica.
A fotografia tornou-se um instrumento que possibilita que experiências pessoais se tornem eternas. Não precisa mais ser profissional para se ter uma câmera ou saber como tirar uma boa foto.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Como usar as linhas verticais na composição de uma fotografia




As linhas verticais na composição de uma fotografia são excelentes para dar caráter e criar uma afirmação. Acima de tudo, as linhas verticais criam força, basta imaginar uma fotografia de arranha-céus ou um horizonte de troncos de árvores.

Como dar ênfase às linhas verticais

Se pretende dar ênfase às linhas horizontais, como a famosa linha do horizonte, é necessário usar a fotografia horizontal, pegando na câmara fotográfica na horizontal. Então o que fazer com as linhas verticais? É simples: fotografar na vertical, pegando na câmara na vertical, criando um enquadramento também vertical. Este formato cria drama, pois dá ênfase à altura, aproveitando a direitura das linhas verticais.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

como tirar bons auto-retratos

Para  tirar uma boa fotográfia você deve estar estar de acordo com a paisagem , o angulo.. e as cores em volta .
  
  1) Enquadramento
   Tente fugir do clichê de colocar o assunto sempre no meio da foto. Desclocar o objeto principal da imagem pode fazer toda a diferença para deixá-la mais interessante.Divida mentalmente o visor da câmera em três colunas e três linhas, como em um jogo da velha. As intersecções das linhas são os pontos mais interessenantes da sua foto. As linhas em si também mostram pontos de destaque, para colocar os olhos de uma pessoa ou o horizonte, por exemplo.
2) Flash desnecessário

Uma das coisas mais complicadas na fotografia é aprender a usar o flash de forma correta. Usar o flash muito em cima pode deixar a foto toda clara, e muito longe, escura.Lembre-se que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três a cinco metros, às vezes um pouco mais. Não adianta deixar o flash ligado em uma foto onde o foco é um objeto a 30 metros.Um bom exemplo de mau uso do flash são shows. Em linhas gerais, não é necessário luz extra alguma nesse caso. A luz do palco é mais do que suficiente para sua foto. Usar flash só vai iluminar as cabeças de quem está na sua frente, fazendo sumir o resto.
3) Flash necessário


Um ambiente escuro não é o único lugar onde o flash é um acessório necessário. Em uma foto contra-luz, por exemplo, o flash pode ser usado como preenchimento.
Quando você for tirar uma fotografia de alguém com uma fonte de luz ao fundo, como o sol, por exemplo, você pode notar que o sol vai ficar brilhante e somente a silhueta da pessoa vai aparecer. Neste caso o flash irá suprir a falta de luz, deixando ambos visíveis.
4) Cuidado com o fundo

Tenha muito cuidado ao selecionar o local onde você vai tirar um retrato. A escolha do que aparece ao fundo é tão importante quando o que vem em primeiro plano.Cores vibrantes, linhas e outros objetos podem interferir ou tirar a atenção do foco. Um erro engraçado, porém muito comum, é tirar foto de uma pessoa em frente a uma árvore onde os galhos parecem formar chifres sobre sua cabeça.5) Retratos

Aproxime-se. Quando o assunto é uma pessoa, o que se quer mostrar é, oras, a pessoa. Não tenha medo de chegar perto. Se quiser, pode até cortar um pouco da parte de cima da cabeça. A esta distância é possível reparar em detalhes como sardas e cílios. O que não pode acontecer é aquele monte de nada na volta e um pequeno sujeito no meio.6) Olhe nos olhos


Tire fotos na altura dos olhos da pessoa. Para tirar foto de criança fique de joelhos, sente, atire-se no chão. Faça o necessário para ficar ao nível dela.7) Fotos verticais

Muitos assuntos exigem uma foto vertical. Se o foco tiver mais linhas verticais, como um farol ou uma escada, vire a câmera.
8) Aproveite a luz


Não há luz mais bonita que a luz natural do sol. Sempre que puder, aproveite-a. Posicione-se de forma a deixar a fonte de luz à suas costas, aproveitando assim a iluminação. É impressionante quanta diferença pode fazer um simples passo para o lado.A luz difusa de um dia nublado é excelente para realçar cores e suavisar contornos, sendo excelente para tirar retrados.É preciso de muito cuidado ao usar o flash. A luz dele, além de forte, tem uma cor diferente a do ambiente. Uma luz dura vai deixar rugas e imperfeições muito mais aparente. Já notou como sempre se fica feio em foto 3x4? Eis a resposta.
9) Cor


A maioria das câmeras digitais vêm com controle de cor, ou white balance. Esse controle de cor faz com que o branco seja realmente branco sob determinada fonte de luz. Mas as configurações pré-selecionadas da câmera nem sempre são as mais indicadas para quem quer fidelidade.A configuração para dias ensolarados, normalmente indicada por um pequeno sol, dá um tom mais amarelado às fotos. Essa tonalidade dá uma sensação de calor e afeto, tornando a foto mais interessante sob determinados aspectos.Experimente bastante o controle de cor até acertar o que mais se adequa ao que você quer.
10) Experimente


Não há melhor dica do que esta: experimente. O segredo da fotografia está na tentativa e erro. Leia de cabo a rabo o manual da sua câmera, para saber tudo que ela é capaz, e tente todas as configurações possíveis.A fotografia é muito subjetiva, não há regras. O mais importante é aprender a dominar a luz e sua câmera, para depois fazer o que quiser.

Tipos de lentes para câmaras fotográficas


Lente micro

  • Aplicação: Estas lentes são especialmente indicadas para fotografias de temas muitos pequenos, os quais são ampliados pelas lentes.
  • Distorção: Por apresentar profundidade de campo muito reduzida, a perspectiva da fotografia é perdida na desfocagem.
  • Imagem: Maior que o objecto fotografado.

Lente macro

  • Aplicação: Estas lentes são indicadas para fotografias de temas de pequena dimensão onde é necessário um grande detalhe. Pode focar objectos a pequenas distâncias, e assim proporciona ao fotógrafo a possibilidade de fotografar detalhes minúsculos de objectos, pequenos insectos, plantas ou micro organismos.
  • Distorção: Apresenta profundidade de campo muito reduzida e distorções.
  • Imagem: Um pouco maior ou menor que o objecto fotografado.

Lente olho de peixe

  • Aplicação: Estas lentes são indicadas para situações onde é necessário capturar uma grande área do espaço ou ambiente. Com características de uma grande angular mais poderosa, é capaz de abarcar um ângulo até 180 graus.
  • Distorção: Provoca grandes distorções na imagem.
  • Imagem: Menor que o objecto fotografado.

Lente grande angular

  • Aplicação: Estas lentes são mais apropriadas para fotos de paisagens ou em ocasiões em que se tem pouca distância para fotografar em recintos pequenos, como por exemplo salas em que precisamos enquadrar o máximo de área possível. Uma outra característica destas lentes é proporcionar grandes profundidades de campo, desde pequenas distâncias até ao infinito.
  • Distorção: Apresenta distorção da imagem.
  • Imagem: Menor que o objecto fotografado.

Lente normal

  • Aplicação: Estas lentes produzem uma imagem com perspectiva que se aproxima da visão normal, em que a proporção dos assuntos enquadrados não sofre ampliação nem redução perceptível.
  • Distorção: Semelhante à do olho humano.
  • Imagem: Menor que o objecto fotografado.

Lente teleobjectiva

  • Aplicação: Estas lentes de grandes distâncias focais são apropriadas para fotografar a longa distância.
  • Distorção: Quanto maior é a distância focal, maior é a desvalorização da perspectiva e o achatamento da imagem.
  • Imagem: Menor que o objecto fotografado.

Lente zoom

  • Aplicação Este tipo de lentes não é mais do que uma lente que permite variar a distância focal, e por consequência, variam o campo abrangido e o tamanho da imagem. Devido à sua versatilidade e conveniência, as objectivas zoom são talvez as mais populares de todas. Como uma lente zoom tem uma distância focal variável de maneira contínua, ela pode substituir todas as lentes fixas compreendidas entre as suas distâncias focais máxima e mínima.
  • Distorção: Depende da distância focal.
  • Imagem: Depende da distância focal

Como escolher :a melhor câmara fotográfica digital ?

Sabe qual é a melhor câmara fotográfica digital? É a que tirar fotografias que de facto goste. Muitas das vezes, as câmaras digitais na sua base são muito semelhantes, variando um detalhe ou outro. Por isso, para escolher a melhor máquina digital, terá de perceber para que é que a vai usar e como é que a pretende usar.

Escolha o seu tipo de fotografia

Antes de começar, deve escolher o seu tipo de fotografia. Ficam aqui diversos tipos de fotografias, para selecionar o tipo de fotografia com que mais se identifica. Adicionalmente, pode escolher mais um ou dois estilos, mas não assuma que os vai praticar todos, porque realisticamente isso acabará por não acontecer. Desta forma, conseguirá ter uma noção para o que pretende a sua câmara fotográfica. No final poderá associar o seu tipo de fotografia ao tipo de câmara fotográfica.

Desporto e ação

Se tem crianças que gosta de fotografar, animais, se gosta de um determinado desporto, corridas de automóveis, ou qualquer coisa que não se mantenha estática e que requeira ação, então este pode ser o seu tipo de fotografia.